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Provérbios 31 - A sabedoria instrui reis e louva a mulher virtuosa

31:1-9 A vocação de um rei

“Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou a sua mãe. Como, filho meu? e como, filho do meu ventre? e como, filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte; Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. Que beba, e esqueça da sua pobreza, e da sua miséria não se lembre mais. Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.


Estes são os ditados do rei Lamuel, nada mais se sabe a respeito desse rei ou de sua mãe. Os sentimentos retratados aqui ecoam o que já foi dito em provérbios. Estes versículos retiram toda a fascinação da vida desregrada e então exaltam a glória do rei que é o protetor do seu povo. Os versículos 6,7 provavelmente são um comentário sarcástico acerca da tolice dos reis bêbados, em vez de conselhos sérios aos que estão prestes a morrer para que esqueçam seus sofrimentos.


31:10-31 A boa esposa

“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos. Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão. Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. Vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca. Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado. Não teme a neve na sua casa, porque toda a sua família está vestida de escarlata. Faz para si cobertas de tapeçaria; seu vestido é de seda e de púrpura. Seu marido é conhecido nas portas, e assenta-se entre os anciãos da terra. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores. A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro. Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua. Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas.

O famoso elogio à boa esposa é um acrostico de 22 ditados, cada verso inicia com uma letra do alfabeto hebraico em ordem. É possível perceber que nesse texto de elogio falta ênfase em relacionamentos e em romantismo. O poema também não tinha como objetivo somente elogiar a mulher ideal; também era um conselho aos homens solteiros de que perfil de deveriam buscar para casar.

O amor no casamento não é observado muitas vezes nos registros do AT, porém em provérbios podemos notar um destaque em como o homem que tem uma boa parceira nessa vida é privilegiado (31:12). O acrostico está se referindo claramente sobre uma mulher de posição e capacidades comprovadas. De maneira que ela tem uma casa grande, amplos recursos, terras e vinhas, conhecimento e charme, ela é diligente, sábia e atenciosa.


* 31:13-19 O papel fascinante da mulher

Esse é um retrato extremamente interessante do papel da mulher na casa no mundo do Antigo Testamento, ela era ativa no planejamento, nos negócios, na provisão. Não era alguém que fica somente esperando o seu parceiro realizar, ela tem espaço para fazer e ser.


* 31:30 Beleza e formosura

O Cântico de Salomão mostra que beleza e formosura podem ser apreciadas, mas ressalta que elas podem ser enganosas e passageiras em comparação com o temor do Senhor. Dessa forma o livro de Provérbios termina no mesmo ponto onde começou no temos do Senhor.


Referências:

BRUCE, E. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.

PFEIFFER, Charles. Comentário Bíblico Moody: Volume 1. São Paulo: Editora Batista Regular,2019.

KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Volume III, Poéticos. São Paulo: Geográfica editora, 2006.

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