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Provérbios 30 - A sabedoria instrui na Palavra de Deus

30:1-4 A grandeza de Deus

“Palavras de Agur, filho de Jaque, o masaíta, que proferiu este homem a Itiel, a Itiel e a Ucal: Na verdade eu sou o mais bruto dos homens, nem mesmo tenho o conhecimento de homem. Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo. Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?”


É impossível olhar para o universo com sua beleza multifária e sua complexidade inescrutável sem se curvar diante do Criador. O autor desse provérbio, Agur, demonstra desde o início sua humildade, rejeitando todas as formas de arrogância, com uma eloquência singular, abre seu texto com perguntas retóricas, para exaltar a grandeza de Deus.


30:5-6 A Palavra de Deus é perfeita

“Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.”


Esses versículos destacam três verdades acerca da Palavra de Deus: a natureza da Palavra de Deus é pura, não existe contaminação ou impureza. A segunda verdade é que a Palavra de Deus na nossa vida é escudo e arma de combate. A terceira verdade destacada pelo texto é a completude da Palavra, ela não é somente pura, mas completa.


30:7-9 O perigo da tentação

“Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.”


Esse trecho apresenta dois desejos do escritor antes de morrer: o primeiro é ser livre da falsidade e da mentira, e o segundo é não profanar o nome de Deus, seja pela riqueza, seja pela pobreza. Tanto a riqueza exorbitante como a pobreza profunda são armadilhas para a alma.


30:10 Não exponha os humildes a vergonha

“Não acuses o servo diante de seu senhor, para que não te amaldiçoe e tu fiques o culpado.


Expor um empregado ao vexame diante do seu padrão é crueldade. A calúnia arrogante cria a opressão. A calunia é um pecado horrendo aos olhos de Deus. Jogar uma pessoa contra a outra é uma ação maligna e perversa, imagine o quão perverso é quem tenta criar conflitos entre o empregado e seu patrão.


30:11-14 Facetas da arrogância

“Há uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe. Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas que nunca foi lavada da sua imundícia. Há uma geração cujos olhos são altivos, e as suas pálpebras são sempre levantadas. Há uma geração cujos dentes são espadas, e cujas queixadas são facas, para consumirem da terra os aflitos, e os necessitados dentre os homens.”


O texto apresenta quatro facetas da arrogância, a primeira delas tem origem em uma infância ímpia. A segunda faceta do orgulhoso é ter uma atitude desfocada e desproporcionada a seus próprios olhos. A terceira leva o altivo a corromper sua relação com o mundo ao redor. E a quarta faceta da arrogância leva o altivo a corromper sua relação com aqueles que ele julga inferior.


30:15-16 A ganância incansável

“A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e com a quarta, nunca dizem: Basta! A sepultura; a madre estéril; a terra que não se farta de água; e o fogo; nunca dizem: Basta!”


Aqui vemos um comentário severo e até amargo acerca da insaciabilidade, a ganância incansável é ilustrada por uma sanguessuga. Ela suga todo o sangue, mas nunca se satisfaz. Existem pessoas que nunca estão satisfeitas com o que têm, querem sempre mais, não se alegram com o que possuem e entristecem-se pelo que não tem.


30:17 O castigo do filho arrogante

“Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à mãe, corvos do ribeiro os arrancarão e os filhotes da águia os comerão.


A relação entre pais e filhos deve sempre ser marcada por amor, afeto, respeito e gratidão. Em nenhuma relação é aceitável que exista zombaria e desprezo, principalmente dentro da própria casa. A família deve ser um lugar de vida, e não o corredor da morte.


30:18-19 Quatro mistérios da vida

“Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço: O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem.”


Mais uma advertência quadrupla. Dessa vez, as partes são ligadas por uma admiração profunda diante de eventos do dia-a-dia. Os antigos costumavam ser melhores observadores do que nós, tinham menos pressa, eram mais abstraídos e questionadores. A correria em que vivemos muitas vezes nos priva de observar corretamente o mundo. O autor claramente está refletindo acerca dos mistérios e da conveniência do mundo a sua volta.


30:20 O contraste

“O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!


Esse versículo contrasta com o anterior, em contraste com o belo e fascinante caminho do comum com uma moça, vemos o caminho da adultera que é privado de consciência graça e significado.


30:21-23 Quatro coisas intoleráveis

“Por três coisas se alvoroça a terra; e por quatro que não pode suportar: Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando vive na fartura; Pela mulher odiosa, quando é casada; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora.”


A Bíblia se deleita em reviravoltas frutíferas do destino, mas não do valor algum aos pretensiosos que querem mais do que são. Então o texto apresenta quatro coisas coligadas pela noção de contrassenso, coisas que simplesmente não podem acontecer porque as pessoas estão em situações pelas quais não possuem aptidão.


30:24-28 Organiza-se

“Estas quatro coisas são das menores da terra, porém bem providas de sabedoria: As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida; Os coelhos são um povo débil; e contudo, põem a sua casa na rocha; Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, e em bandos se repartem; A aranha se pendura com as mãos, e está nos palácios dos reis.”


Temos aqui quatro exemplos que destacam lição de que tamanho e força não são o critério decisivo. A sabedoria prática inclui previsão, encontrar segurança, disciplina, persistência. Esses são quatro contrapesos para a fraqueza, todas essas pequenas criaturas agem com diligência para promover seu próprio bem, mesmo sendo seres irracionais trabalham com inteligência.


30:29-31 Quatro coisas nobres

“Estes três têm um bom andar, e quatro passeiam airosamente; O leão, o mais forte entre os animais, que não foge de nada; O galgo; o bode também; e o rei a quem não se pode resistir.”


O sábio utiliza de quatro figuras, que não possuem um significado moral evidente. Porém acredita-se que seja um lembrete de que outros além do rei podem ter um porte distinto.


30:32-33 A humildade evita tragédias

“Se procedeste loucamente, exaltando-te, e se planejaste o mal, leva a mão à boca; Porque o mexer do leite produz manteiga, o espremer do nariz produz sangue; assim o forçar da ira produz contenda.”


Esse trecho apresenta um único propósito: alertar-nos para o fato de que a humildade pacificadora evita tragédias. Enquanto o insensato e arrogante se exalta acima dos demais e acaba por provocar tragédias e contendas. A sabedoria se veste de humildade e desfruta da paz, mas a insensatez traja-se com arrogância e colhe problemas.


Referências:

BRUCE, E. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.

PFEIFFER, Charles. Comentário Bíblico Moody: Volume 1. São Paulo: Editora Batista Regular,2019.

KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Volume III, Poéticos. São Paulo: Geográfica editora, 2006.

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