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Provérbios 27 - Sabedoria ensina sobre os relacionamentos humanos

27:1 Orgulhando-se do Amanhã

“Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará.”


Tiago 4:13-16 desenvolve o tema desse provérbio, Mateus 6:34 trata do pecado da preocupação que acompanha o orgulho. Ambos são corrigidos quando se abraça de boa mente a vontade de Deus para o momento presente.


27:2 Orgulhando-se de si mesmo

“Que um outro te louve, e não a tua própria boca; o estranho, e não os teus lábios.”


O autoelogio não é algo que cai bem, ele é fruto da soberba e resultado da ignorância. Seus efeitos colaterais são danosos, pois quem se exalta será humilhado. A soberba é condenável, um comportamento que nada condiz com a sabedoria.


27:3 A ira do insensato

“A pedra é pesada, e a areia é espessa; porém a ira do insensato é mais pesada que ambas.”


A ira é um sentimento legítimo, é necessária quando se trata de uma santa reação ao erro. Porém, há uma ira pecaminosa, essa é uma ira injusta. A ira do insensato é difícil de suportar, é um peso esmagador, o insensato já é em si um perigo, mas sua ira produz tragédias inevitáveis.


27:4 A inveja é muito perigosa

“O furor é cruel e a ira impetuosa, mas quem poderá enfrentar a inveja?


O invejoso quer ser como o outro, ocupar o lugar do outro e possuir o que é do outro. O invejoso é um mal-agradecido, não valoriza o que tem, porque cobiça sempre o que não tem. O invejoso é uma pessoa intragável, e sua inveja é mais pesada do que a pedra, mais violenta do que fúria e mais avassaladora que a ira.


27:5-6 Franqueza entre amigos

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos.”


O desconforto do confronto sincero é melhor do que o conforto do amor encoberto. Quem repreende seu amigo com sinceridade ganha dele o respeito; quem faz vista grossa a seus erros esconde o amor que deveria resplandecer. O amor lida com a transparência, o ódio trabalha com o engano, o amor sincero; o ódio é hipócrita.


27:7 Uma fartura invejável

“A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce.”


Não se trata de um fato corriqueiro a respeito da comida: é uma parábola acerca das possessões. Diz respeito á disposição que adquirimos pelo nível de conforto que escolhemos. Um ponto de vista nauseado é um prêmio que não merece ser almejado na vida.


27:8 Vaguear

“Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe da sua morada.


Esse provérbio comunica a ideia de falta de alvo, há elogio para o peregrino determinado, mas não para o que vagueia. Ter cuidado pelos de sua casa é tarefa do cristão, de forma que o ninho pode ser um paralelo significativo.


27:9 A benção da amizade

“O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial.”


A amizade verdadeira torna a vida mais agradável, aqui o amigo é comparado ao óleo terapêutico. Um verdadeiro amigo não é conivente com os seus erros, mas é solidário com as suas fraquezas. Ouvir um bom amigo faz bem para a alma e alegra o coração. Você te amigos assim?


27:10 Valorize seu vizinho

“Não deixes o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade; melhor é o vizinho perto do que o irmão longe.”


Esse texto trata de uma grande verdade: mais vale um amigo perto do que um irmão longe. Maltratar os vizinhos e não ter com eles uma boa relação é uma insensatez. Quebrar vínculos antigos sem motivos é conspirar contra si mesmo.


27:14 Elogios e elogios

“O que, pela manhã de madrugada, abençoa o seu amigo em alta voz, lho será imputado por maldição.


A nobreza do caráter leva as pessoas a serem recatadas e humildes. Só os hipócritas fazem estardalhaço de suas obras. Já o vizinho bajulador, ao invés de construir pontes de contato, cava abismos. Tem um gesto hipócrita desmascarado pelo exagero.


27:15-16 Implicâncias

“O que, pela manhã de madrugada, abençoa o seu amigo em alta voz, lho será imputado por maldição.


O cônjuge briguento é difícil de ser controlado, a maneira praticamente de impossível de controlar o vento e o óleo são comparados a forma de lidar com um parceiro rixoso. Uma pessoa que não possui domínio próprio transtorna o ambiente onde está e é uma ameaça as pessoas que estão ao seu redor.


27:17 Aperfeiçoados

“Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.”


O ferro afia o ferro, dando lhe beleza, forma e utilidade. O amigo é aquela pessoa que fala o que você não quer ouvir, mas sim o que você precisa ouvir. O verdadeiro amigo te molda para que cada dia mais você se pareça mais com Deus e use suas habilidades de maneira correta.


27:18 A recompensa do trabalho

“O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para o seu senhor será honrado.


Um trabalho cuidadoso traz resultados garantidos. Ninguém nunca irá colher o que não plantou. O sábio cuida do seu trabalho, não somente plantando e esperando colher, mas se dedicando a cuidar, regar e observar como seu trabalho está se desenvolvendo.


27:19 Conhecendo a si mesmo

“Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.


O nosso coração é enganoso, mas ao mesmo tempo pode ser o que melhor nos analisa. Ele revela quem realmente somos e identifica nossa identidade. Nosso rosto traz à tona o que está armazenado em nosso coração, ele revela exatamente o que sentimos em nosso coração.


27:20 Insatisfação crônica

“Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem.


A insatisfação crônica está extremamente ligada com a cobiça ardente pelo que não se tem. Preste atenção com o que seus olhos veem e seu coração deseja. Analise se você não está vivendo uma insatisfação crônica em sua vida, e desejando possuir uma vida que não é a sua.


27:21-22 Natureza

“Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores. Ainda que repreendas o tolo como quem bate o trigo com a mão de gral entre grãos pilados, não se apartará dele a sua estultícia.


Esses dois versículos trazem ilustrações sobre a natureza básica. O refinador mostra os sinais do metal puro, assim os elogios são para um homem. Já moer pode quebrar algo em diversos pedações, mas não altera a sua natureza, como um trigo no pilão.


27:23-27 Sinfonia pastoral

“Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, Porque o tesouro não dura para sempre; e durará a coroa de geração em geração? Quando brotar a erva, e aparecerem os renovos, e se juntarem as ervas dos montes, Então os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo; E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas servas.


Este cenário apresentado de campo não visa transformar todos os leitores em agricultores, mas sim demonstrar a intenção apropriada entre o labor humano e os cuidados que vêm da parte de Deus. Cuidados estes que são negligenciados pela sociedade, trazendo grande perigo para nós. O texto chama o leitor a deixar-se de engalfinhar-se com outras pessoas para obter dinheiro, posição social, para se dedicar a satisfação de realizar um trabalho que valha a pena, reconhecendo a suficiência dos cuidados de Deus.


Referências:

BRUCE, E. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.

PFEIFFER, Charles. Comentário Bíblico Moody: Volume 1. São Paulo: Editora Batista Regular,2019.

KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Volume III, Poéticos. São Paulo: Geográfica editora, 2006.

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