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Provérbios - 26 A sabedoria instrui

26:1-6 Tolos

“Como neve no verão ou chuva na colheita, assim a honra é imprópria para o tolo. Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega. O chicote é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas do tolo! Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele. Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio. Como cortar o próprio pé ou beber veneno, assim é enviar mensagem pelas mãos do tolo.”


Diversos tipos de tolos são apresentados aqui. Todos os tipos de insensatez são ilustrados nessa coletânea de observações perspicazes. O tolo necessita de orientação e correção constante, falar com ele é uma experiencia frustrantes, mas inevitável. Não se pode confiar uma mensagem ao tolo, e ele não sabe valorizar um provérbio. Em tudo isso, somos advertidos quanto a nossa insensatez em potencial e recebemos orientação para tratar com os tolos que encontramos pelo caminho.


26:7-9 Lições

“Como pendem inúteis as pernas do coxo, assim é o provérbio na boca do tolo. Como amarrar uma pedra na atiradeira, assim é prestar honra ao insensato. Como ramo de espinhos nas mãos do bêbado, assim é o provérbio na boca do insensato.”


Os versículos 7 e 9 têm segundas linhas idênticas, mas duas lições diferentes. O tolo não consegue usar um provérbio de forma adequada e então se machuca, ou machuca outros. Somente os sábios tem a habilidade e a sensibilidade necessárias para tirar o máximo de aproveito de um provérbio.


26:10 O perigo de valorizar o insensato

“Como o arqueiro que atira ao acaso, assim é quem contrata o tolo ou o primeiro que passa.


O transgressor é aquele que quanto mais tem, mais deseja ter. O insensato está disposto a construir riquezas sobre os escombros de sua própria família. Quanto mais dinheiro e poder um insensato acumula, mais ele oprime os fracos em busca de poder e riqueza.


26:11-12 Insensato

“Como o cão volta ao seu vômito, assim o insensato repete a sua insensatez. Você conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o insensato do que para ele.


O insensato profere palavras tolas, ao abrir sua boca para despejar blasfêmias, ao repeti-las, ele volta a seu vômito. Além de insensato com as palavras, também cultiva uma soberba trágica, O sábio jamais toca trombetas para anunciar suas virtudes ou para destacar seu refinado conhecimento. A falsa sabedoria é pior do que a tolice, pois o falso sábio, além de ser tolo ainda pensa que não o é.


26:13-16 Preguiçoso

“O preguiçoso diz: "Lá está um leão no caminho, um leão feroz rugindo nas ruas! " Como a porta gira em suas dobradiças, assim o preguiçoso se revira em sua cama. O preguiçoso coloca a mão no prato, mas acha difícil demais levá-la de volta à boca. O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso.”


O preguiçoso reaparece com as suas desculpas tolas, com a sua lentidão em começar o dia, com sua ociosidade autodestrutiva e dua defesa inflexível contra a crítica.


26:17-28 Desordem

“Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia. Como o louco que atira brasas e flechas mortais, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: "Eu estava só brincando! " Sem lenha a fogueira se apaga; sem o caluniador morre a contenda. O que o carvão é para as brasas e a lenha para a fogueira, o amigo de brigas é para atiçar discórdias. As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem saborosos até o íntimo. Como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau. Quem odeia, disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade. Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de maldade. Ele pode fingir e esconder o seu ódio, mas a sua maldade será exposta em público. Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele. A língua mentirosa odeia aqueles a quem fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.”


Inveja, ira e todo tipo de falta de bondade fazem parte de uma coletânea de ditados acerca de coisas que destroem relacionamentos. Existe o intrometido, o traidor desavergonhado, o caluniador e o agitador. Na base de tudo isso está o ódio e a má vontade, um coração mau que tem facilidade de distorcer o elogio transformando em bajulação.


Referências:

BRUCE, E. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.

PFEIFFER, Charles. Comentário Bíblico Moody: Volume 1. São Paulo: Editora Batista Regular,2019.

KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Volume III, Poéticos. São Paulo: Geográfica editora, 2006.



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