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Provérbios 25 - A sabedoria ensina a temer a Deus

25:1-7 A glória dos réus

“Também estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá. A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las. Os céus, pela altura, e a terra, pela profundidade, assim o coração dos reis é insondável. Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor; Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça. Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes; Porque melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do príncipe que os teus olhos já viram.

Essa é uma abertura extremamente apropriada para a coletânea de Ezequias que se inicia nesse capítulo. Ele mesmo estava exemplificando a máxima, mediante seu zelo pesquisador. O que deve ser louvado aqui é que o rei deve saber o que está acontecendo. Não existem lugares para mistérios, e o autocrata sabe manter sigilo quanto às suas instruções, mesmo assim o ministério também pode encobrir os indignos, e permitir a multiplicação da corrupção. Um mal escondido sempre causará mais dano do que um mal mascarado.


25:8-12 Calma

“Não te precipites em litigar, para que depois, ao fim, fiques sem ação, quando teu próximo te puser em apuros. Pleiteia a tua causa com o teu próximo, e não reveles o segredo a outrem, Para que não te desonre o que o ouvir, e a tua infâmia não se aparte de ti. Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.


Brigar não compensa, não importa o resultado, em uma briga todos saem perdendo. Dessa forma devemos nos esforçar ao máximo para não produzir contentas, mexericos ou mentiras. Devemos estar atentos com a hora que falamos, uma palavra sábia dita na hora errada se torna tola, existe a hora e o momento certo para falar.


25:13-14 Seja um mensageiro fila

“Como o frio da neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque refresca a alma dos seus senhores. Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.”


Todo mensageiro tem o papel de entregar com fidelidade o que recebeu. O mensageiro não pode criar a mensagem ou acrescentar algo nela, se assim o fizer esta traindo o senhor que o envio. Assim devemos ser com a Palavra de Deus, levá-la para o máximo de pessoas, mas nunca modificando a sua mensagem.


25:15 Longanimidade e moderação

“Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda amolece até os ossos.


A paciência trinfa sobre as circunstâncias difíceis, ela é fruto do Espírito. Quem é longânime não apenas suporta situações adversas e pessoas difíceis com paciência ilimitada, mas faz isso com animo. A palavra dura produz contenda, mas a palavra manda acalma os corações e quebra a resistência das pessoas.

A moderação é uma virtude, ela cabe em todas as áreas da vida humana. Ela é quem limita como iremos viver a vida, a falta de moderação mesmo em coisas boas será um problema e causara danos. O trabalho é bom, mas alguém que trabalha sem moderação acabará deixando de lado coisas importantes e viverá pela motivação errada.


25:17-22 Visitas e amizades

“Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar. Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo. Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia. O que canta canções para o coração aflito é como aquele que despe a roupa num dia de frio, ou como o vinagre sobre salitre. Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá.


Nossas visitas devem ser breves, o cristão deve ter o bom senso de quando chegar e quando ir embora. Além disso é preciso estar atendo com as coisas que podem destruir uma amizade como: falso testemunho, falta de confiança, ou ainda a forma impensada de não reconhecer como o outro está.


25:23-26 Palavras

“O vento norte afugenta a chuva, e a face irada, a língua fingida. Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla. Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante. Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio.


A língua fingida é o retrato mais repugnante da hipocrisia, o hipócrita é os atos que desempenha no palco um papel e vive diferente na própria vida. A língua dessa pessoa é um veneno e destrói quem está perto, da mesma forma as palavras do cônjuge rixoso são capazes de destruir um lar. Provérbios é incansável em alertar sobre a diferença das palavras e a maneira que devemos falar, seja a pessoa que leva boas notícias, renovo e animo.


25:27 Não se orgulhe de si mesmo

“Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória.


Quem bate palmas para si mesmo, destacando as próprias virtudes, proclamando os próprios feitos e chamando os holofotes para si está na contramão das virtudes. A autopromoção é uma atitude indigna e reprovável. A bíblia nos ensina que: aqueles que se humilham são exaltados pelo próprio Deus.


25:28 Domínio próprio

“Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

O domínio próprio é fruto do espírito. Quem não tem domínio próprio não tem muro de proteção. Quem não se controla é controlado pelos outros e está a mercê das circunstâncias. Quem domina a si mesmo é mais forte do que aqueles que dominam os outros.


Referências:

BRUCE, E. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.

PFEIFFER, Charles. Comentário Bíblico Moody: Volume 1. São Paulo: Editora Batista Regular,2019.

KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Volume III, Poéticos. São Paulo: Geográfica editora, 2006.

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