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Provérbios 19 – A Sabedoria instrui sobre o caráter

19:1-3 Tolice

“Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo. Assim como não é bom ficar a alma sem conhecimento, peca aquele que se apressa com seus pés. A estultícia do homem perverterá o seu caminho, e o seu coração se irará contra o Senhor.

Aqui a tolice é exposta, em um mundo onde muitas pessoas são tolas a ponto de acreditarem que dinheiro trará felicidade, Salomão nos ensina que é melhor comer um prato de hortaliças com a alma em paz do que viver em fartura e ser perturbado. Os tolos nunca aprendem, vivem correndo atrás do vendo, e quando chega a ruína é contra Deus que eles se indignam, ao invés de aprenderem a lição.

19:4-7 Relacionamentos

“As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa. A falsa testemunha não ficará impune e o que respira mentiras não escapará. Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes. Todos os irmãos do pobre o odeiam; quanto mais se afastarão dele os seus amigos! Corre após eles com palavras, que não servem de nada.”


Esses versículos tratam dos relacionamentos quebrados como o um amigo que troca seu amigo pobre em favor do rico, a testemunha falsa que vende a sua palavra. O resultado da vida de pessoas que agem sempre com interesses em si mesmas é a morte. Pessoas que olham para as outras com interesses nunca desfrutarão da alegria de uma amizade verdadeira.


19:8 Descanso para a alma

“O que adquire entendimento ama a sua alma; o que cultiva a inteligência achará o bem.


O entendimento das realidades que nos cercam não é algo que possuímos naturalmente. É preciso investir tempo e energia para adquiri-lo. Você está amando a sua alma? Ou somente gastando seu tempo aqui na terra?


19:9 Falsa testemunha

“A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá.


A falsa testemunha é sempre um mentiroso. Sempre que alguém falta com a verdade está mentindo, mesmo que a falsa testemunha saia ilesa do juízo humano, ela não será inocentada no juízo divino.


19:10 Promoção

“Ao tolo não é certo gozar de deleites; quanto menos ao servo dominar sobre os príncipes!


Promover um indivíduo insensato é um grande perigo, pois ao receber poder em suas mãos, ele usará sua força para promover o mal e não bem. Já as pessoas sensatas usarão o poder para o bem coletivo, os tolos somente o empregarão em benefício próprio.


19:11-12 Caráter

“A prudência do homem faz reter a sua ira, e é glória sua o passar por cima da transgressão. Como o rugido do leão jovem é a indignação do rei, mas como o orvalho sobre a relva é a sua benevolência.”


Os homens demonstram o caráter de Deus quando mostram paciência e quando conseguem ignorar as ofensas dos outros. Esse tipo de magnanimidade é prudente e enobrece as pessoas. Um bom rei, ou governante, é lembrado pela sua bondade.


19:13-14 Família feliz x família infeliz

“O filho insensato é uma desgraça para o pai, e um gotejar contínuo as contendas da mulher. A casa e os bens são herança dos pais; porém do Senhor vem a esposa prudente.”


Salomão contrasta aqui uma família feliz e uma infeliz. Um filho insensato e um companheiro rixoso são uma tragédia, já uma casa onde o Senhor é o centro e os pais demonstram prudências será um lugar abençoado e repleto de alegria.


19:15 Preguiçoso

“A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma indolente padecerá fome.


A preguiça é a origem da pobreza, onde ela domina existe muito sono e pouco trabalho. Os que dormem enquanto deveriam trabalhar, que não guardam para os momentos difíceis caíram em pobreza quando o inverno chegar.


19:16-19 Obediência

“O que guardar o mandamento guardará a sua alma; porém o que desprezar os seus caminhos morrerá. Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício. Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar. O homem de grande indignação deve sofrer o dano; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo.”


Os mandamentos de Deus nos foram dados para serem fonte de vida. A obediência ao mandamento é elixir de vida. Ninguém é salvo por obedecer aos mandamentos, mas pela fé em Jesus Cristo, porém quando cremos em Jesus, somos fortalecidos para seguir a lei.

Sendo assim, esse trecho trata do impacto da palavra de Deus na vida do ser humano. Os princípios são desenvolvidos em três áreas: tratar bem os pobres, disciplinar os filhos.


19:20 O caminho da sabedoria

“Ouve o conselho, e recebe a correção, para que no fim sejas sábio.


O ser humano que tem os ouvidos atentos ao conselho e o coração aberto à instrução coloca os pés na estrada da sabedoria. Embora conhecimento não seja sinônimo de sabedoria, por outro lado não existe sabedoria sem conhecimento. Portanto, a sabedoria procede a instrução, e a instrução é a base da sabedoria.

19:21 Propósito

“Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá.


O ser humano costuma fazer muitos planos, agitamos nossa mente com inúmeras cogitações. Porém não é a nossa vontade que permanecerá, mas sim o plano de Deus. O Pai conhece o nosso futuro eterno, por isso a melhor oração que podemos fazer é “Pai, seja feita a tua vontade.


19:22 um coração generoso

“O que o homem mais deseja é o que lhe faz bem; porém é melhor ser pobre do que mentiroso.


O mentiroso dessa passagem esconde o que tem para não socorrer o próximo, já o pobre reparte o pouco que tem para socorrer o aflito. “Misericórdia” significa “lançar o coração na miséria do outro”. Você está sendo misericordioso?


19:23 Temor ao Senhor

“O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e não o visitará mal nenhum.


O temor ao Senhor tem duas vertentes, a primeira delas se refere ao medo que devemos ter de quem é o grande Juiz do mundo, já a segunda se refere a reverencia diante daquele que tem em suas mãos o nosso destino.


19:24: Preguiça

“O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e não tem disposição nem de torná-la à sua boca.


Mais uma vez Salomão fala da preguiça, esse é um tema recorrente no livro de Provérbios, nota-se que todas vezes em que a preguiça é citada ela está diretamente ligada a algo negativo.


19:25 Aprender com os erros

“Açoita o escarnecedor, e o simples tomará aviso; repreende ao entendido, e aprenderá conhecimento.


Uma pessoa prudente ao ver o escarnecedor ser ferido por seus erros percebe que seguir pelo mesmo caminho é loucura. O prudente tem humildade para aprender, observar opor qual caminho está andando e reconhecer quando está errado.


19:26-27 Filhos

“O que aflige o seu pai, ou manda embora sua mãe, é filho que traz vergonha e desonra. Filho meu, ouvindo a instrução, cessa de te desviares das palavras do conhecimento.


Salomão apresenta atividades pouco promissoras do filho que causa vergonha, elas parecem estar associadas a uma tentativa de tomada de posse das propriedades da família. A vergonha e a desonra que um filho causa a seus pais são sempre piores até mesmo do que a desaprovação da sociedade.


19:28-29 testemunha corrupta

“O ímpio escarnece do juízo, e a boca dos perversos devora a iniqüidade. Preparados estão os juízos para os escarnecedores, e os açoites para as costas dos tolos.”


A testemunha corrupta interfere diretamente nas decisões de um tribunal. Inverte os fatos para inocentar os culpados e culpar os inocentes. Tanto a testemunha falsa que abre sua boca para escarnecer da justiça como o perverso que busca arruinar o próximo são abomináveis para Deus. Porém a punição dos maus é inevitável, pois ainda que escapem do juízo humano, jamais escaparão do juízo de Deus.


Referências:

BRUCE, E. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.

PFEIFFER, Charles. Comentário Bíblico Moody: Volume 1. São Paulo: Editora Batista Regular,2019.

KIDNER, Derek. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Volume III, Poéticos. São Paulo: Geográfica editora, 2006.

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