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Dia 14 - Doce Convite à Presença

Infelizmente, grande parte do discurso cristão da atualidade, está envolvido por um apelo à prosperidade emocional. Há uma cobrança, nem sempre tão explicita, de que é preciso que tudo sempre vá bem. O sofrimento parece já não poder mais fazer parte da caminhada cristã, e se o mesmo nos aflige, algo deve estar errado.


Vejamos, Paulo ressaltou as palavras: “Contudo, por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro” (Romanos 8:36 - NVI). Cristo também é o mesmo que, olhando em direção aos seus discípulos, afirmou sem deixar nenhum espaço para dúvidas em sua fala, “neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33 - NVI).


O fato de ser um cristão não me isenta dos sofrimentos consequentes do caos desse mundo caído em que vivo. A diferença é que, como seguidora de Jesus, Ele me prometeu que eu nunca, jamais, enfrentaria nenhum desses sozinha.


É tão reconfortante que as últimas palavras que Jesus fez questão de deixar antes de subir aos céus, para preparar tudo até o Grande Dia da sua volta, foram, “e eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (Mateus 28:20). Essa é a promessa que Ele nos deixou, e que já tem se cumprido no aqui e agora: a Sua Presença! É a certeza de que não estamos entregues ao abandono. É o que motiva esperança à nossa árdua caminhada.


Até porque – fazendo aplicação pessoal do Salmo 124 – se o Senhor não estivesse ao nosso lado quando as doenças nos assolaram e o luto nos envolveu; quando as dificuldades financeiras nos preocuparam e refizeram os nossos planos; quando o medo esteve ao nosso redor e a incredulidade quase roubou o nosso coração; a confusão desse mundo teria nos engolido vivos, quando veio contra nós.

Isaías profetizou: “No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando(...) nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu” 2 (Isaías 53: 4-5 - NTLH)


A Salvação das nossas almas é o maior livramento do caos que o ser humano poderia receber. Quando o jugo insuportável que pesava sobre nós seria tirado de nossas costas. O jugo do nosso opressor e acusador, o Inimigo das nossas almas.


Cristo já nos deu esse grande livramento por meio do Seu sacrifício na Cruz do Calvário! Ainda assim, até os dias de hoje, Jesus tem tomado para si as nossas dores humanas. Não foi sem razão que o salmista escreveu, “bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas” (Salmos 68:1 - NVI).


A entrega de Cristo, levando sobre si os nossos fardos pesados, expressa também um convite diário, a você e a mim, de retribuirmos com uma nova entrega. No entanto, a que Ele nos pede é bem mais agradável: Dei-me seus fardos pesados e os troque pelo meu. Se cansados e sobrecarregados, temos um convite: “venham até mim, e eu lhes darei descanso”.


Que resposta daremos hoje a esse doce convite? Eu creio Senhor que “tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em tuas mãos. A vítima deles entrega-se a ti” (Salmos 10:14 - NVI).


Por Jeane Chaves Ramos

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