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30 - Mudando de vida

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Romanos 12: 1-2.

Sempre que um novo ano começa, boa parte das pessoas fazem listas de metas visando o que elas desejam mudar e conquistar, mas você já parou para pensar profundamente sobre o que você precisa fazer para mudar de vida?


Quanto mais perto de Deus alguém estiver, mais a sua vida será transformada, e quanto mais longe ela estiver, mais conformada com o mundo estará. E, às vezes, sem perceber, mais deformada sua vida ficará, porque ela tem tentado viver longe do modelo de vida que Deus reservou para ela.


“Mas como eu me aproximo mais de Deus?” Bom, Jesus tem a resposta para essa pergunta lá em Lucas 15:


“Jesus continuou: Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente. Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.


Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai tem comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. A seguir, levantou-se e foi para seu pai. Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e o beijou.


O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso.” (v. 11-24).


A parábola do filho pródigo nos ensina alguns passos para nos aproximarmos do Senhor:

Ele precisou chegar ao seu limite: Mais cedo ou mais tarde, tudo dá errado quando estamos longe de Deus, e a mudança dele só começou quando ele percebeu sua insatisfação consigo mesmo e com a vida que tinha naquele momento. Não se engane achando que a vida com o Senhor é livre de problemas, mas a diferença é que, estando com Ele, somos mais fortes e podemos superar as intemperes da vida. Então, não queira chegar ao seu limite para perceber que você tomou a decisão errada ao se afastar dos caminhos do Senhor.


Ele precisou assumir sua responsabilidade: Quando estamos afastadas do Senhor, não podemos dizer que Ele que se afastou, porque Ele nunca faz isso, pelo contrário, seu desejo é que estejamos cada vez mais perto e unidas ao Seu coração. Nós que escolhemos nos distanciar da presença do Espírito e nós precisamos ser honestas com relação às escolhas erradas que tomamos e assumir a responsabilidade das consequências. Foi só a partir do momento que ele confessou que foi perdoado e recebeu a restauração de vida.


Ele precisou se levantar e se apresentar para o seu pai: Não era o pai que deviria ir atrás dele, afinal, não foi o pai que o mandou para fora de casa, então ele que deveria dar o passo de volta, ele precisava decidir mudar de vida. E, ao voltar para o lar, ele é aceito, não há condenação, e sim, celebração!


Nós fomos feitas para o melhor, e esse melhor está em Deus. A mudança que precisamos é ter o nosso relacionamento com Cristo cada vez mais firme! E que esse seja o nosso maior planejamento de 2021: conhecer mais a Deus e estar mais perto de sua vontade, que é boa, perfeita e agradável.


Por Karina Marques