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20 -Misericordiosas e pacificadoras

“Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.” Mateus 5:7,9


Segundo o dicionário, bem-aventurado, no sentido teológico significa “aquele que desfruta, nesta vida ou após a morte terrena, das bem-aventuranças divinas”. Ao iniciar o sermão do monte, Jesus pinta um quadro de como nós, cristãos, deveríamos ser para que pudéssemos desfrutar das bem-aventuranças divinas. Contrários à natureza humana, ao egoísmo e ao pecado instalado em nós, os ensinamentos de Jesus nos confrontam e despertam em nós o chamado para sermos diferentes.


“Bem aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia”. Misericórdia, segundo o dicionário “Oxford Languages”, consiste em um sentimento de solidariedade e compaixão em relação a alguém. Mas mais do que isso, também significa o ato concreto de manifestação desse sentimento. Sendo assim, a misericórdia vai muito além de um sentimento momentâneo de dó ou compaixão, mas consiste em tomar atitudes em favor de alguém ou de alguma situação.


Jesus é o nosso maior exemplo de misericórdia: junto com o sentimento de compaixão pelos enfermos, pelas multidões sem pastor aprisionadas pelo pecado, vieram as atitudes de cura, ensinamento e perdão. Diante de um mundo de pessoas egocêntricas e preocupadas apenas com si mesmas, Deus nos chama para sermos misericordiosas, para perdoarmos, cuidarmos, dar atenção ao negligenciado e derramar amor onde só há ódio. As misericórdias do Senhor se renovam em nossas vidas todas as manhas (Lamentações 3; 22-23), como podemos nos dizer suas seguidoras se nem ao menos buscamos ser misericordiosas como Ele é?


“Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Diante de um tempo no qual só se ouve falar de tretas, “cancelamento”, “fogo no parquinho”, brigas e violência, Jesus nos ensina que devemos manter e promover a paz que Ele nos deu (Jo 14:27).


Ser pacificador não significa se anular ou fugir de conflitos, mas sim escolher quais batalhas valem a pena lutar. É ter discernimento sobre quando falar e quando ficar quieto, quando expor seus pensamentos e quando guarda-los só para você, quanto intervir e quando se afastar. Ser pacificador consiste em não causar inimizade entre as pessoas, não fazer fofocas e o famoso “leva e traz” – “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo” (Lv 19:16). Ser pacificador consiste em pagar o mal com o bem, e ajudar a cobrir as rachaduras que podem surgir entre os irmãos.


Se quisermos ser luz do mundo e, a cada dia, construir um caráter como o de Cristo, devemos nos atentar aos seus ensinamentos que podem parecer simples ou menores, mas que revelam grande parte da natureza do Criador.


Para refletir:

1- Tenho sido misericordiosa em palavras e ações?

2- Sou pacificadora ou causo mais contendas?

3- Demonstro o caráter de Cristo perdoando e ajudando a perdoar?


Por Maria Eduarda Batistetti

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