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16 - Quando nos sentimos oprimidas

"Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei". (Mateus 11.28)


Quando a opressão surge, vem com a tendência a prender as nossas mãos, e já não temos tanta autonomia para fazer o que queremos; a acorrentar as nossas palavras e perdemos o autocontrole sobre elas, falamos e calamos não como queríamos; a restringir os nossos passos - passamos a ter que lidar com obrigações e padrões impostos que nos sobrecarregam. (Jo 8.34)


Quando a liberdade vem nossas mãos são desprendidas e em meio à autonomia percebemos a responsabilidade que é seguir por seu caminho. Saber que somos livres para escolher, nos traz a consciência de que somos responsáveis pelas nossas escolhas. Podemos escolher os nossos caminhos, mas o Senhor nos criou e escolheu para vivermos na liberdade do seu Espírito. (Jo 8.32; Gl 5.1)


Com a liberdade podemos ir e vir; falar e calar; escolher parar ou seguir. A liberdade não nos põe um cabresto. Ela nos oferece opções. Ela nos mostra caminhos. Ela nos deixa soltas para decidir. A liberdade nos dá a maravilhosa opção de vivermos libertas de fardos pesados. (Jo 8.32)


O pecado é um fardo pesado que não temos força para carregar. Quando teimamos em carregá-lo, morremos espiritualmente. Por isso, Cristo veio e carregou todos os nossos pecados através da Cruz - para que pela fé nEle, possamos nos arrepender, ser livres do poder da escravidão do pecado em nós, e voltar a ter vida com Deus. (Rm 6.23; Rm 7.15; Rm 8.2;10; Jo 3.16)


Mesmo que em algumas circunstâncias o pecado nos dê rasteiras (pois ainda há uma luta constante no nosso interior da natureza humana contra o Espírito de Deus), pela fé em Cristo, podemos decidir viver a vida que o Senhor tem para nós. Com as correntes do pecado não conseguimos viver a liberdade que existe no amor de Deus. (Gl 5.13-17; Rm 8.15-16)


Toda forma de opressão tem ligação com o pecado, mas nem todos os que são oprimidos são escravos dele. Podemos ser livres e passar por situações opressoras. Porém por sermos livres podemos escolher que decisão tomar em meio a elas e ter a certeza de que o Senhor nos liberta de todas as adversidades.


"O justo enfrenta muitas adversidades, mas de todas elas o SENHOR o liberta."

(Salmos, 34.19)


Situações que nos empurram à vales emocionais, que nos deixam angustiadas, com medo, entristecidas, desanimadas, ressaltam nossas fragilidades, mas em Deus encontramos o nosso socorro.


"Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra." (Sl 121.1-2)


Às vezes nos sentimos oprimidas pelos nossos próprios conflitos pessoais, pelas nossas próprias percepções diante das circunstâncias, ainda que estas não estejam contribuindo diretamente para isso. Nossas lentes precisam de revisão.


"Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Os que olham para ele ficarão radiantes; no rosto deles não haverá sombra de decepção. Clamei ao Senhor em meu desespero, e ele me ouviu; livrou-me de todas as minhas angústias." (Salmos 34.4-6)


Há momentos em que mal temos forças para fazer uma oração. Mas uma decisão em nosso íntimo de clamarmos ao Senhor, buscar a Sua maravilhosa Presença - quantas vezes forem necessárias durante o dia, ainda que apenas em pensamento - pode levar o cenário das nossas emoções a florescer (instantâneamente ou pouco a pouco), encontrar o conforto da paz que excede a todo entendimento e o aconchegante abraço da doce Presença do Espírito Santo.


Por Bárbara dos Santos


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