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15 - Não diga que está tudo bem se não está tudo bem!

“Ó Senhor, Deus que me salva, a ti clamo dia e noite. Que a minha oração chegue diante de ti, inclina os teus ouvidos ao meu clamor. Tenho sofrido tanto que a minha vida está à beira da sepultura!” Salmos 88:1-3


Às vezes parece que há em nós um anseio persistente por mostrar que somos sempre felizes e que o sofrimento nada mais do que “coisa da cabeça dos outros”, e isso nos faz passar por essa vida sem viver.


Nos Salmos 88, o salmista clama a Deus - ou melhor dizendo, chega quase a gritar e parece até que podemos ouvir seus gritos de dor. Ele confessa que vive a sofrer desde a sua mocidade e está a caminho da morte.


“Fui colocado junto aos mortos, sou como os cadáveres que jazem no túmulo, dos quais já não te lembras, pois foram tirados de tua mão. Puseste-me na cova mais profunda, na escuridão das profundezas. Tua ira pesa sobre mim; com todas as tuas ondas me afligiste.

Afastaste de mim os meus melhores amigos e me tornaste repugnante para eles. Estou como um preso que não pode fugir; Minhas vistas já estão fracas de tristeza. A ti, Senhor, clamo cada dia; a ti ergo as minhas mãos.” Salmos 88:5-9


O sofrimento é tamanho que ele chega a se comparar a um cadáver, que já está morto e esquecido por Deus há muito tempo. E o mais interessante em tudo isso é que Deus não nos revela qual seria esse tão grande pesar do salmista.


Talvez o fato de esse sofrimento não ser revelado seja para nos lembrar de que não importa qual seja a nossa dor, qual seja a nossa súplica, qual seja o nosso pesar: Deus desceu até nós, abaixou-se ao pior nível e tornando-se homem pôde entender a nossa dor. Ele é um Deus que sabe lidar com o sofrimento humano, não importa qual seja.


“Acaso mostras as tuas maravilhas aos mortos? Acaso os mortos se levantam e te louvam?

Será que o teu amor é anunciado no túmulo, e a tua fidelidade, no abismo da morte?

Acaso são conhecidas as tuas maravilhas na região das trevas, e os teus feitos de justiça, na terra do esquecimento? Mas eu, Senhor, a ti clamo por socorro; já de manhã a minha oração chega à tua presença. Por que, Senhor, me rejeitas e escondes de mim o teu rosto? Desde moço tenho sofrido e ando perto da morte; os teus terrores levaram-me ao desespero.” Salmos 88:10-15


Aparentemente, os Salmos 88 são cheios de desesperança e com um futuro incerto. Parece que ao fim nós não saberemos se houve alegrias ou se a vida do salmista se abarcou em dores profundas e infindas. Mas a grande beleza desses Salmos está na glória de Deus em meio a dor. Mesmo quando tudo for trevas, mesmo quando tudo o que você conseguir enxergar for escuridão, ainda assim, Cristo poderá ser glorificado no seu sofrer.


Mesmo parecendo que o salmista estava atribuindo seu sofrimento a Deus, ele ainda podia glorificá-lo, pois sabia que seria ouvido.


Tenha a certeza de que você não está sozinha, submersa em seus pesares. Deus está com você e te fará glorificá-lo quando a dor chegar. Nosso caminho, enquanto aqui, será desconfortável e doloroso. Mas mesmo assim, o amor de Deus será suficiente.


Quando nada mais importar, quando tudo for cinza e sem vida, quando a morte parecer querer se aninhar em seus pensamentos, lembre-se: você está sob os olhos de um Homem que conhece a sua dor, te abraça e não te esquece.


Por Thatyane Pereira

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