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24 - Donas da verdade


“Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim!” Tiago 3:9,10


"Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?" Tiago 4:11-12


Você já parou pra pensar no poder que nossas palavras podem exercer sobre a vida de alguém? Sejam elas boas ou ruins, aquilo que proferimos pode ter repercussões gigantescas. Ao abrirmos a nossa boca para criticar, simplesmente porque “temos o direito de discordar e expor aquilo que pensamos”, podemos não só ferir sentimentos, mas também atrapalhar o processo de reconhecimento da identidade em Cristo de nossos irmãos.


A crítica, quando não feita de modo construtivo, com amor e discernimento, nos coloca em posição de juízes na vida de nossos irmãos, sendo este um lugar que não nos cabe (Mateus 7;1-2). Deus não nos criou para sermos todos iguais, Ele concedeu a cada um de nós uma personalidade, gostos e sonhos diferentes, nos colocou em denominações e lugares diferentes, quem somos nós para definir qual está certo e qual é o errado? Quem somos nós para jogar pedras quando Deus estende a mão? Apenas o Senhor conhece verdadeiramente a intenção dos corações em cada atitude, então porque ainda insistimos em criticar, em nos acharmos os donos da verdade?


Nossas palavras de crítica podem afastar as pessoas da verdade bíblica de que fomos formados de modo assombrosamente maravilhoso (Salmo 139;14) e de que somos amados e escolhidos pelo Senhor. Ao criticar o estilo de vida de alguém, simplesmente por não concordarmos com as músicas que ouve, a aparência, as atitudes, o modo de se vestir, falar ou cantar, podemos plantar uma semente de dúvidas e inseguranças quanto à identidade em Cristo. Ao invés de ajudarmos a mostrar o caminho correto, lançamos obstáculos. Quando deveríamos fazer uso das palavras de encorajamento, proferimos desaprovação e rejeição.


Não conhecemos a dimensão do problema que nossas palavras podem causar na vida de alguém, ainda que certos comentários pareçam inofensivos e passageiros, podem reverberar por dias e dias, levando a questionamentos sobre identidade, autoestima, aceitação e valor. Se nossas palavras não forem para abençoar, então deveríamos apenas nos calar.


Como você se sente quando é criticada? Por que lançamos sobre o outro algo que não gostaríamos que lançassem sobre nós? Como temos certeza que os projetos, ideias e sonhos daquela pessoa não vêm de Deus? A necessidade de criticar o próximo revela que há algo de errado com nosso coração, então porque não buscar no Senhor as raízes desse comportamento? Que possamos aprender a usar nossas palavras com compaixão, amor e sabedoria.


Por Maria Eduarda Batistetti

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