16 - Irar sem pecar

Durante esse mês, estamos trabalhando a respeito de diversos pecados: as obras da carne, citadas por Paulo em Gl 5.19-21. Essa semana, especialmente, os devocionais estão direcionados para o pecado da ira. “(...) idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções” (Gálatas 5:20)


Talvez você nunca parou para pensar o quanto a ira está presente no nosso cotidiano, mas, infelizmente, ela tem um poder extremamente destruidor. Ela estraga relacionamentos familiares, amizades e ainda deixa a sua marca: a mágoa. A ira aparece em momentos em que o “eu” quer ter razão, o amor a Deus e ao próximo é deixado de lado, e o que importa é apenas a própria opinião.


Se olharmos para a trajetória de Jesus, vemos que, em todas as situações que ele foi testado, ridicularizado ou rejeitado, ele nunca se irou de maneira egoísta ou com motivações erradas, como nós somos suscetíveis a fazer.


Entretanto, é provável que você se lembre da situação com os cambistas, em João 2.13-17, quando Jesus encontrou diversas pessoas vendendo animais, trocando moedas no templo. Ali, sim, Jesus se irou, mas por uma causa justa, contra o pecado, em prol do evangelho, pela glória do Pai. Da mesma forma, no Antigo Testamento, é possível ver Deus em diversos momentos irado de forma justa com o povo de Israel, pelos pecados que eles cometiam.

Quando Paulo diz aos irmãos de Éfeso “Irai-vos e não pequeis'' (Ef. 4.26), é sobre uma ira justa, como a de Jesus, que ele está falando, ou como a ira de Moisés contra a idolatria, a raiva de Lutero contra as indulgências.


É claro que, como diz Warren Wiersbe, para nós é difícil praticar a ira santa ou a indignação justa, pois nossas emoções são distorcidas pelo pecado, e não temos a onisciência de Deus, que vê tudo claramente e sabe de tudo o que está para acontecer.


Sendo assim, que possamos fugir da aparência do mal, da ira. E, se, em determinado momento nos irarmos, que seja uma ira justa, livre de orgulho e motivações egoístas, em prol do evangelho, contra o pecado.


Por Taynara Puhl