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06 - Boca limpa, coração puro

“Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz, caso contrário, poderá ouvir o seu próprio servo falando mal de você; pois em seu coração você sabe que muitas vezes você também falou mal de outros”. (Eclesiastes 7:21-22).


Temos que concordar com esses versículos, ninguém é inocente! Pessoas já pensaram e falaram mal nós. Nós já pensamos e falamos mal de outras pessoas. E seja lá o que foi falado ao nosso respeito, ou o que por nós foi dito, geralmente não era a verdade completa e redonda.


Falamos mal de pessoas na infância, quando estávamos chateados com algum coleguinha nosso. Na adolescência, quando alguém deixou de fazer parte do nosso grupo. Ou na vida adulta, por tantos e variados motivos. A difamação é um pecado bem comum entre nós, mas algumas pessoas o têm em maior proporção.


Difamação parece uma palavra pesada, mas a sua prática é bem simples e fácil de cometer no nosso dia-a-dia. Esses comentários maus que proferimos ou concordamos sobre outras pessoas muitas vezes podem ter a ver com sentimentos ou ideias mal formadas e ignorantes que temos delas. Julgamos precipitados ou baseados unicamente em nosso ponto de vista das coisas.


Creio que é impossível falar dos pecados da língua sem avaliar primeiramente onde tudo começa: em nosso coração. Certa vez, Jesus advertiu: “(...)ouçam e entendam. O que entra pela boca não torna o homem impuro; mas o que sai de sua boca, isto o torna impuro” (Mateus 15:10-11). Porque o que sai da nossa boca está diretamente ligado ao nosso íntimo, e acusa o estado da nossa pureza de coração.


A palavra “coração”, na Bíblia, tem diversos sentidos, e é usada para falar sobre diferentes coisas em determinadas ocasiões. Coração pode representar nossa mente e modo de pensar. Então as palavras más contra o outro só serão trocadas das nossas bocas se primeiro formos mudados naquilo que não está puro em nossos pensamentos, ou seja em nosso coração.


Deixar a difamação para trás é se empenhar em atitudes intencionais. Não vai acontecer de uma hora para outra sem que não façamos nada. Precisamos buscar maneiras de resistir ao pecado. Se temos essa fraqueza é necessário reconhecer. Ficar longe daqueles que podem nos induzir a falar mal de outros, pois até mesmo o apenas ouvir e concordar com falácias maldosas contra o próximo consiste em difamação.


A oração é outra maneira, só Deus pode nos dar uma revelação mais verdadeira sobre o nosso semelhante para não vivermos caminhando apenas sobre o que sentimos a respeito dele. Assim como a capacidade de amá-lo mesmo que não concordemos com algo seu.

E o principal, é necessário purificar o nosso coração, enchendo nosso pensamento daquilo que é bom. A Bíblia nos entrega uma excelente receita para isso: “Finalmente irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”(Filipenses 4:8).


Precisamos usar essa peneira todos os dias. O que vamos deixar habitar nossos pensamentos sobre o próximo e consequentemente verbalizar em nossa boca? Seja o pedido do salmista a nossa oração: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu” (Salmos 19:14 ARA).


Por Jeane Chaves Ramos

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