01 - Comer para a glória de Deus?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31)


“Pois os bêbados e os glutões se empobrecerão, e a sonolência os vestirá de trapos.” (Provérbios 23:21)


Você já ouviu falar de gula? O hábito de comer em excesso, ou seja, mais do que o necessário para nutrir o corpo, é um pecado que parece inofensivo e muitas vezes subestimado e esquecido, mas que é a consequência de uma série de pecados escondidos.

Comer mais do que o necessário tem como finalidade o prazer pessoal, ou seja, come-se mais porque a comida está boa, ainda que já se esteja plenamente satisfeito e, como qualquer outro pecado, a gula pode virar um vício em nossas vidas, revelando a falta de domínio próprio.


Se não conseguimos controlar a nossa vontade de comer mais e mais, não só pecamos conta Deus e o nosso corpo, como também acarretamos uma série de consequências prejudiciais em nossas vidas, como a preguiça, a sonolência, doenças cardiovasculares, obesidade e distúrbios alimentares, como a bulimia, por exemplo.


A palavra diz para que façamos tudo para a glória de Deus, incluindo comer e beber. Se alimentar para a glória de Deus não só diz respeito a evitar a gula e suas consequências, mas também faz jus ao que comemos ou deixamos de comer. Uma alimentação baseada no consumo constante de frituras, doces e produtos industrializados é um pecado contra o nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Será que comer em excesso, simplesmente pela vontade de comer, e se nutrir de coisas pouco nutritivas é glorificar a Deus com o nosso corpo?


A gula é como qualquer outro pecado, e revela a falta de equilíbrio entre o Espírito e a Carne. Se não conseguimos nos controlar ao fazer uma refeição, ou constantemente optamos por coisas mais rápidas ao invés de nutritivas, nossa carne se fortalece dia após dia, sem que ao menos tenhamos consciência disso. A preguiça, a sonolência e a falta de domínio próprio ficam escondidas atrás desse “pecado de estimação” e vamos nos tornando cada vez mais reféns da gula.


Para que possamos nos libertar disso, é necessário primeiro reconhecer nosso pecado e pedir perdão a Deus em sincero arrependimento. Talvez a gula não venha acompanhada de todas essas consequências, mas se esconda atrás de hábitos mais amenos, como aquela vontade de comer, ainda que não tenhamos fome. Cabe a nós pedir ao Espírito Santo que nos ajude a vencer esse pecado, dia após dia, exercitando o domínio próprio.


Outras dicas mais práticas são servir ao outro primeiro, dividir a comida com um amigo ou alguém que você ama. São os pequenos passos que nos levarão a glorificar a Deus com nossas refeições e impedirão que a comida se torne um ídolo nas nossas vidas.


Por Maria Eduarda Batistetti