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O anseio legítimo da alma

“Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água.” Salmos 63:1 (NVI).

Você já conheceu um deserto? Talvez, assim como eu, você nunca tenha estado em um, mas provavelmente já ouviu falar sobre as condições que o caracteriza. Calor excessivo durante o dia, frio demasiado à noite, sequidão, escassez de água. São só alguns aspectos que geralmente marcam esse tipo de lugar. Certamente não é um local de circustâncias favoravéis ou agradável de se estar.


Quando Davi escreveu as palavras do Salmo 63, era esse ambiente que o cercava: o deserto. Alguns estudos históricos especulam que ele compôs esse salmo enquanto estava fugindo do seu filho Absalão, que o queria matar e usurpar o seu trono. Se partirmos desse pensamento, imagine a tristeza no coração de Davi pela afronta de seu filho, somada ao cenário em que ele se encontrava no momento!


Mas com tudo isso, o que mais chama atenção, é que mesmo em meio ao cenário desértico, o anseio de Davi não estava para pão e nem água, mas sim para a presença do seu Deus. E o salmista ainda completa dizendo que, pela presença de Deus a sua alma ficaria satisfeita como quando alguém tem rico banquete (Salmos 63:5).


A atitude de Davi nos faz refletir nobre nossa postura de devoção a Deus, e até nos confronta para dentro de nós, ao pensar que, por vezes, nos encontrando em melhor estado e condição do que o personagem do salmo, deixamos para trás a busca insistente e intensa pelo nosso Senhor. Esfriamos facilmente na nossa caminhada com Cristo. Qualquer situação adversa, por mais simples que seja, se torna um motivo para esmurecer nossa fé, diminuir ou até mesmo eliminar qualquer esforço de constância.


Refletindo ainda sobre para quê está nosso anseio, uma pergunta: o que temos buscado para satisfazer as nossas almas? Por muitas vezes procuramos contentamento em coisas temporais desse mundo, mas elas são ineficientes para suprir completamente nossas necessidades. “Eu sou o pão da vida.” (João 6:35), declarou Jesus aos seus discípulos, afirmando que aqueles que comerem desse Pão jamais terão fome, ou seja, é por esse alimento que de fato permanecerão saciados.


É nos alimentando continuamente da presença de Jesus, por meio do nosso relacionamento devocional com Ele, que encontraremos a satisfação plena. Para isso, assim como o salmista, que tinha todo o seu ser ansioso pelo Senhor, é importante que tudo o que há em nós esteja envolvido nessa busca. Somos nós, rendidos a Deus, O amando de todo o nosso coração, de toda nossa força e entendimento (Deuterônomio 6:5).


Nosso Deus é Aquele que não se relaciona para se autopromover. Na verdade, do nosso relacionamento com Cristo, nós somos os grandes beneficiados. Jesus não nos chama para uma caminhada com Ele por conveniência de ser devotado ou adorado. Ele é o que É, e permanece igual para sempre. Enquanto a nós, de diferente modo, necessitamos de álguém que seja a fonte que nos sacia e a presença que preenche o vazio de Deus que há no interior de todo ser humano.


Jesus nos convida a um relacionamento para ser a nossa fonte inesgotável de vida. Se escolhemos rejeitar esse convívio ou colocá-lo em segundo plano, estaremos desperdiçando a única possibilidade de sermos totalmente completos e satisfeitos, e isso mesmo quando um deserto se formar ao nosso redor. Tornando pessoal João 4:14, mas quando nós bebermos da água que Jesus nos der nunca mais teremos sede. Pelo contrário, a água que Ele nos der se tornará em nós uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.

Por Jeane Chaves Ramos

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