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Dias de correções

E estais esquecidos da Palavra de encorajamento que Ele vos dirige como a filhos: “Meu filho, não desprezeis a disciplina do Senhor, nem desanimeis quando por Ele sois repreendido, pois o Senhor disciplina a quem ama, e educa todo aquele a quem recebe como filho”.


Suportai as dificuldades, aceitando-as como disciplina; Deus vos trata como filhos. Ora, qual o filho que não passa pela correção do seu pai?Hebreus 12.5-7


Quando olhamos para trás na nossa caminhada, enxergamos momentos que gostaríamos de riscar da nossa história por trazerem lembranças de dores - os episódios de correções podem ser acrescentados a esses dias que não queremos lembrar. Como gostaríamos de ter evitado algumas "surras" que foram necessárias!


Depois que o tempo da disciplina passa e vem o aprendizado, e os frutos da justiça e paz começam a reverberar em nossas vidas, a dor vai embora e o contentamento pelas lições aprendidas ganha espaço.


Mas durante os processos de correções do Pai, o desânimo tende a envolver nossos corações e nem sempre sabemos como lidar com ele e com esse tempo de disciplina.

Como regozijar-se em meio aos dias em que estamos sendo corrigidas, disciplinadas pelo Senhor? Precisamos trazer a memória que somos filhas amadas do Pai, e por amor a nós é que ele nos corrige, para o nosso bem, para sermos cada dia mais parecidas com ele, e venhamos a refletir mais da sua santidade.


Como é bom contemplar o trabalhar de Deus em nossas vidas! Deixando de olhar para aquilo que está ficando para trás (Fp 3.13-14), e com o foco nEle e nas transformações que o Senhor tem operado nesses dias, e no quanto ele se alegra em cumprir as suas promessas de restauração, edificação, santificação, podemos nos deleitar nEle e no seu trabalhar em nós.


Nem sempre estamos dispostas a deixar que o Senhor trate o nosso caráter. Há momentos em que nos endurecemos, nos fechamos e desprezamos as repreensões que Ele nos traz. No entanto, depois que passamos muito tempo resistindo as Suas advertências e finalmente nos rendemos as suas misericordiosas correções, percebemos quanto sofrimento poderíamos ter evitado ao longo do caminho, se fôssemos mais rápidas em nos quebrantarmos e clamarmos por seu socorro em nosso favor.


Dias de correções também são oportunidades maravilhosas de desfrutar de mais intimidade com o nosso Amado. Dias em que precisamos lançar-nos aos seus pés, procurar pelo Seu colo, buscarmos a face dele com maior senso de urgência.


Enquanto não falamos sobre os nossos pecados, a nossa alma fica inflamada, como uma ferida que por não receber tratamento passa pelo processo de inflamação (Sl 32.3-5). Precisamos levar as nossas mazelas ao Senhor, confessarmos nossos pecados a Ele para recebermos do seu poderoso óleo, remédio sobre as nossas feridas e vivermos livres da condenação do pecado. Ele apaga as nossas transgressões e não mais se lembra delas (Is 43.25). Que sejamos ligeiras em buscarmos o Senhor diante dos nossos tropeços na caminhada, para vivermos a plena restauração do Senhor em nossas vidas.


Porquanto, nossos pais nos disciplinavam por um espaço curto de tempo, da forma que melhor lhes parecia. Deus, entretanto, nos corrige para o nosso bem maior, a fim de que possamos participar plenamente da sua santidade. Toda correção, de fato, no momento em que ocorre não nos parece ser motivo de contentamento, mas de frustração; mais tarde, no entanto, produz fruto de justiça e paz para todos aqueles que por ela foram disciplinados.


Sendo assim, fortalecei as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes.

“Preparai caminhos retos para os vossos pés”, para que aquele que manca não se desvie, pelo contrário, seja curado! Hebreus 12.10-13


Por Bárbara dos Santos

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