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29 - Exercer o domínio próprio é praticar devoção a Deus



O domínio próprio é uma virtude, mas é também um exercício de devoção a Deus. Buscar ser equilibrado em uma sociedade à deriva é algo extremamente difícil, mas é isso que o Senhor quer de nós. O Senhor nos chama diariamente para termos uma vida ancorada nele e na verdade que ele nos revela.


Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor.2 Pedro 1:5-7.


A Bíblia nos mostra que o domínio próprio está diretamente ligado ao conhecimento e à perseverança por dois motivos. Em primeiro lugar, pois quando conhecemos do Espírito passamos a compreender aquilo que ele quer que vivamos e, a partir disso, podemos buscar ter uma vida mais equilibrada. E, em segundo lugar, nem sempre essa mudança de mentalidade acontece de uma vez, então é necessário recomeçar várias vezes, e aqui entra a perseverança. Devemos permanecer confiantes, porque é o Senhor que nos capacita, e não nós mesmos.


Quando buscamos viver uma vida pautada no direcionamento de Deus e estamos firmados na rocha, que é Jesus, não somos levados por modismos, pela relatividade, pelos ventos de doutrina ou por qualquer anseio que a sociedade diz que devemos ter. Assim, praticar o domínio próprio é lembrar todos os dias o propósito para o qual o Senhor nos chamou.

O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Efésios 4:14.


Exercer o domínio próprio é uma prática que vai desde pequenas situações do dia a dia como, por exemplo, não ser rude com alguém apesar de estar chateado, até situações mais complexas. Mas em nenhuma delas é exatamente fácil lutarmos contra nós mesmos. E essa dificuldade, às vezes, é uma questão muito pessoal, pois a sua área de luta pode ser totalmente diferente do que a do seu irmão, contudo, todos nós só conseguimos nos despirmos do pecado através da graça de Deus.


O apóstolo Paulo descreveu, em Romanos 7, o dilema que provavelmente já passou pela vida de todo cristão: a tendência a praticar o mal que não se quer. E a guerra que travamos entre a nossa carne e o espírito, mas ele também aponta a solução que é nos rendermos a Cristo Jesus, ele sonda os nossos corações e nos permite ir além, apesar de nós e do nosso pecado.


A minha oração é para que o Senhor nos liberte de cada uma das nossas falhas e nos capacite a exercermos o domínio próprio a fim de manifestar a sua luz neste mundo, e que possamos desfrutar da liberdade que ele nos proporciona, pois Jesus já nos livrou de toda condenação e não devemos mais vivermos como escravos.


Por Camilla Melo