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01 - O amor Ágape

No mês passado estudamos as obras da carne, as quais lutamos diariamente e que nos afastam de Deus. Já neste mês de março, vamos refletir a respeito do fruto do Espírito, virtudes que precisamos buscar diariamente para sermos mais parecidos com Cristo.


“... o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5.22,23)


No texto acima, Paulo nos mostra o que é o fruto do Espírito. Do contrário das obras da carne, que fazem parte da nossa natureza pecaminosa, o fruto do Espírito é gerado em nós pela presença do Espírito Santo. Ele não brota da nossa natureza, nem é produto da educação mais refinada. Segundo Juarez Marcondes Filho, o fruto do Espírito não pode ser criado artificialmente nem pode ser simulado.


O fruto do Espírito produz nove virtudes morais. No entanto, Paulo não fala de frutos, mas do fruto. Sendo assim, as nove virtudes mencionadas anteriormente são como gomos de um mesmo fruto e, podem ser classificadas em três áreas: atitude do cristão para com Deus; atitude do cristão para com outras pessoas; e atitude do cristão para com ele mesmo.

No texto de hoje, estudaremos a primeira virtude, o amor. No original grego, há quatro termos principais que definem o amor:


a) Eros: o amor de um homem por uma mulher; é o amor resultante da paixão.

b) Philia (ou Philos): significa amizade, é o afeto por boa vontade.

c) Storge: o amor no âmbito familiar. É a afeição nascida no berço de casa entre pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos. É o afeto do laço sanguíneo.


E, há o amor Ágape, o termo cristão significa benevolência invencível. Traduzido por “amor”, inclui tanto amor a Deus como o amor ao próximo. Esse é o tema expandido no capítulo 13 da carta de 1 Coríntios, escrita pelo apóstolo Paulo. Para o apóstolo, o amor ágape é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1Cor 13:4-7).


É possível que ao ler esse texto, você se assuste e pense que jamais conseguirá sentir tamanho amor. De fato, por nossa própria natureza, realmente somos incapazes de amar de tal maneira.


No entanto, é por essa razão que em Gálatas 5:22 entendemos que esse tipo de amor não provém de nós, mas é gerado pelo Espírito Santo como uma das virtudes que compõem o “fruto do Espírito”, e que revela o caráter cristão daqueles que são verdadeiramente seguidores de Cristo.


Sendo assim, no decorrer dessa semana, procure estudar e refletir ainda mais sobre esse amor que nos capacita a amar incondicionalmente a Deus e ao próximo.


Por Taynara Puhl


MARCONDES FILHO, Juarez. Vivendo a excelência. Londrina: Descoberta, 2007, p. 20-22.

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 247-252.